Tudo meio embaçado e uma leve dor de cabeça, quando enfim consigo deslocar as pálpebras. Saio do meu estado de quase morte e me encontro envolto pelos braços da escuridão, trajando a capa da noite, com uma fivela de Lua. Não sei o que faço, se fico exposto aos terríveis seres que habitam naquela terra de ninguém, ou se devo me levantar para alcançar a salvação, correndo o risco de ser pego por algo que nem mesmo posso ver.
Nessa briga mental entre o que fazer, permaneço, buscando uma única gota de visão, quando começo a receber tapas do vento, que parecem dilacerar meus membros. O ranger de dentes que ouço não sei se são meus e sinto correntes se arrastando pelo meu encéfalo, ecoando os mais diferentes flagelos.
Sei a solução, como sair daquela amargura, mas não sei o que pode acontecer se deixar os trapos de cetim em que me encontro para alcançar. Um vulto passa, os pelos arrepiam puxando a pele, tremores e suores são as únicas coisas que posso fazer, além de observar freneticamente as formas que se criam nas estalagmites do recinto.
Posso contar os meus próprios batimentos, decido me levantar para por um fim ao flagelo. Tateio pelas paredes, procurando, rastreando, e mil coisas me vêm à mente. Palhaços nostálgicos com sorrisos assassinos, seres obscuros por um capuz com a face do desespero.
Espera. Consegui, alcancei o interruptor.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Desventuras de um Marcionilo
Descendo a rua no seu Chevette 87, Marcionilo acompanhado de
sua esposa tinham que tratar de um importante assunto, precisavam arranjar um
nova cama. Não que a antiga estivesse em petição de miséria, mas ela já estava
toda velha e meio desgastada.
Pararam em frente à loja. Marcionilo meio desequilibrado
desceu do carro e esperou a mulher para entrar no estabelecimento. Passando
pela porta automática, foram logo recebidos por um dos vendedores, com um
sorriso de orelha a orelha e um tom bem hospitaleiro:
- Bem vindos meus queridos, temos os mais diferentes tipos
de camas e colchões, e estou disposto a ajudar vocês a encontrar o produto
ideal.
Depois de dizerem o produto desejado, o vendedor os guiou
até onde ficavam as camas. Ele mostrou diversos tipos, mas nenhum agradava o
nosso herói da caatinga. Até que o vendedor, com a paciência já esgotada,
perguntou a Marcionilo:
- O senhor não gostaria de comprar então uma cama – box.
E com toda sua genialidade, respondeu depois de um tempo:
- Não, obrigado. O meu banheiro é pequeno.
(Baseado em fatos reais)
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Anúncio Inteligente
Os publicitários são profissionais geniais, e põem a prova disso nesse anúncio, onde eles popularizam a sua profissão e parabenizam os profissionais da área, de forma inteligente e muito bem feita.
domingo, 27 de maio de 2012
Os verdadeiros milagres
Ninguém sabe de onde vem do céu, da fumaça, da pura
esperança, ninguém sabe, mas eles existem, independentemente da sua religião, e
continuam acontecendo até hoje, muitas vezes do nosso lado. Mas os maiores milagres
são aqueles que são feitos não por um Deus ou alguma força misteriosa, mas sim
por nós, humanos, pois são nesses milagres que vemos como somos privilegiados e
reclamamos demais.
Um milagre é um menino, entre 12 e 14 anos, vir pedir um
trocado para ajudar a mãe que está doente e que foi despejada da própria residência,
pois gastou o dinheiro no tratamento da doença, e que teve de pedir ao seu
próprio filho que mendigasse nos metrôs da grande São Paulo, e mesmo quando você
não lhe dá nada, o garoto ainda pede a sua benção.
Um milagre é um vendedor, que comercializa comida em um
carrinho de supermercado, em frente a um ponto de ônibus, jogado na própria
sorte, e que é honesto para devolver o seu troco quando você sai com pressa,
sem mesmo olhar a quantia.
Um milagre é uma mãe de rua, que vive embaixo de uma ponte,
e que se alimenta da fé para dar comida aos seus filhos, e que mesmo enfrentando
o frio da fria São Paulo, ensina aos filhos caráter e os modos que um cidadão
deve ter.
Um milagre é um vendedor de camisetas, que enfrenta chuva e
a rejeição dos outros, e quando está a ponto de desistir, se lembra de que tem
uma mulher e três filhos o esperando em casa, e apenas com essa simples
memória, se levanta e recomeça sua jornada.
Estamos todos rodeados de milagres, das mais diferentes
magnitudes, e ainda temos a cara de pau de dizer que somos pobres, que
sofremos, que estamos na pior, e pensamos
isso lendo este texto nos nossos computadores, debaixo de uma casa
quente e confortável, um pouco antes da hora do jantar, sem ao menos lembrar
que muitos hoje nem tomaram o seu café da manhã.
Pensem nisso.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Música no Scribere
Alagados
Todo dia
o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Alagados,
Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
Todo dia
o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Alagados,
Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
Alagados,
Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
Alagados,
Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
Alagados,
Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Mas a arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Mas a arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Os Paralamas do Sucesso
Esse grande sucesso da Década de 80, é uma música ótima e que trata da enorme desigualdade existente no Brasil naquela época, e que se alastra até os dias de hoje, tomando como centro os alagamentos que todo ano tomam conta do nosso país, e mesmo assim, os políticos continuam sem levantar um dedo para resolver as coisas.
A música também cita as dificuldades vividas pelos brasileiros pobres, que enfrentam diversos problemas e lutam pelo pão de cada dia.
A terra em perigo
Queimadas, secas, enchentes, furacões, a Terra atualmente
sofre com os mais diferentes tipos de desastres naturais, causado pelo aumento
de temperatura. Mas afinal, o que causa esse aumento de temperatura? É o efeito
estufa.
O efeito estufa é um fenômeno causado pelo acumulo de CO2 na
atmosfera, que se iniciou na Revolução Industrial, onde o calor fica impedido
de sair da Terra, e fazendo com que ele fique instalado na superfície, levando
a inúmeras transformações químicas e biológicas. É como se a Terra estivesse
envolta por um enorme cobertor, e que cada dia fica mais espesso.
Essa estufa criada envolta de Terra, causa o aumento da
temperatura, levando a consequências muito sérias como: derretimento das
geleiras, elevação do nível do mar, extinção de espécies animais e vegetais,
surgimento de pragas e novas doenças, entre muitos outros. E enquanto tudo isso
acontece, o ser humano continua apegado a técnicas rudimentares que agridem o
meio ambiente, com desmatamento e queimadas e o uso de combustíveis fósseis,
como petróleo e carvão.
Hoje, já é possível ver algumas manifestações desse aumento
drástico na temperatura, como no Brasil, com enchentes constantes em todo o
território, e o aumento do período da seca no sertão nordestino. E não é só no
presente que os problemas estão, pois hoje já se consegue prever alguns
desastres que vem por aí, como por exemplo, o desaparecimento da ilha de Samoa,
que com o aumento do nível do mar, será engolida pelas águas.
Está na hora de começar a agir, se não perderemos o nosso
lar, o chão onde pisamos. E não com a redução de emissão de CO2 no ar, mas sim
com atitude, onde muitos se perguntam “Efeito estufa: e eu com isso?”. Mesmo
que com o menor gesto, nós seres humanos devemos respeitar a nossa Terra e
ajudar como pudermos, reciclando, diminuindo o gasto de energia ou simplesmente
plantando uma árvore.
Ainda há tempo, e como já dito pelo ex - vice – presidente
dos EUA Al Gore, “cada um de nós é a causa[...]mas cada um de nós pode ser a
solução.”
Momento Charge
Essa está sendo a grande realidade do nosso país hoje em dia. Enquanto milhares de jovens levantam cedo de suas camas para ir ao colégio, acabam se deparando com a ausência de muitos. Falta de interesse, falta de paciência com os alunos, enfim, algo precisa ser feito com urgência com a nossa educação, pois não há progresso sem mestres.
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